Negócio da China?
Apesar de tanta
tecnologia, ainda não existe uma conclusão, mas será que acontece tanta coisa
no Brasil porque o país é do tamanho de um continente ou por ser meio maluco
mesmo? Seria o calor? Enfim, desde que Lula falou o que não devia em entrevista
ao portal 247, o presidente adoeceu, a esperada viagem para a China ficou em
risco e o tal novo arcabouço fiscal começou a ver a luz do dia. Isso tudo, sem
falar no Banco Central que, apesar de pressão do governo pela redução dos
juros, manteve a taxa básica de juros em 13,75%. Aí, quando já parecia bastante
coisa, advinha quem finalmente está de volta a este país calorento e colorido?
Ele mesmo, Jair Bolsonaro! Se fosse uma novela ou filme, diriam que tudo isso
em uma mesma semana só aconteceria na ficção.
Pois é, mas se na recuperação de Lula há quem torça para a doença, tem coisa bem mais importante em jogo. Por exemplo, e a Reforma Tributária? Porém, enquanto a política for tratada como novela ou circo, vai ter espaço para quem deseje se eleger para fazer palhaçada. E isso não é uma indireta para o deputado federal Tiririca (PL).
Negócios são negócios
A distância entre
o discurso e os problemas de verdade é a seguinte: o governo discute e a
imprensa repercute o novo arcabouço fiscal, mas o que é isso? Trata-se apenas de
uma forma chique de falar “ajuste fiscal”, ou ainda, como o governo vai equilibrar
as contas, tendo em vista o dinheiro que entra e o que sai. Explicado simples
assim, qualquer um entende, não é? No
caso, o plano prevê superávit, sair do vermelho, já em 2025. Seria muito
otimismo?
É natural que a
coisa seja alterada pelos debates no Congresso Nacional e na mídia, mas a ideia
básica é acabar com o déficit público, tendo um piso para investimentos que
pode variar se houver aumento na arrecadação do Estado. Para atingir este
objetivo, por exemplo, é necessário que haja mais parcerias econômicas e a melhoraria
na qualidade de investimentos, como obras e projetos do governo. Seria
importante também a Reforma Tributária, mas essa história é tão enrolada quanto
aquela antiga charada: “quem veio antes, o ovo ou a galinha?”. Em um caso como
esse, esperto é quem “não conta com o ovo dentro da galinha” e por isso a saída
é correr atrás do dinheiro, como é o caso da viagem à China.
Enquanto muita
gente torce o nariz para os chineses, a lógica é fazer negócio com quem oferece
as melhores condições. É assim até para os mais ricos, como quando Donald Trump
iniciou a guerra fiscal dos Estados Unidos contra a China. Como ficou mais caro
para os asiáticos fazerem negócios com os americanos, para a sorte do ex-presidente
Michel Temer, vieram atrás do Brasil como alternativa. A coisa é simples:
negócios são negócios e se ninguém está sendo enganado, qual é o problema?
Para quem ainda
assim torce o nariz, então o agronegócio brasileiro deveria parar de vender carne
e grãos para a China? Os discursos podem até seduzir, mas a barriga de todo
mundo ronca na hora do almoço. Todos têm as suas preferências, mas a realidade
sempre se impõe.
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