Partido Novo, velho, comum ou extinto?
O carnaval
passou, mas a semana em que o ano realmente começou foi digna dos
sambas-enredos mais absurdos. Primeiramente, dentro de um ônibus de Campo
Grande, Mato Grosso do Sul, houve um acidente envolvendo... duas cadeiras de
rodas. Irritados, os cadeirantes entraram “em vias de fato”. A coisa mal caiu
na internet e já apareceu abusado levantando a dúvida: “para resolver essa briga
tem que chamar a polícia ou o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN)?” Um
caso parecido foi registrado em vídeo, no qual um vendedor ambulante, que tem apenas
uma perna, persegue um homem pelas ruas de Belém, Pará, enquanto usava a própria
muleta para tentar agredi-lo! Para quem duvida, a notícia está no portal Roma
News, provando que não é só mulher que faz várias coisas ao mesmo tempo.
Como os políticos
são simplesmente “o povo usando terno e gravata”, por motivo semelhante, Simão
Peixoto (Progressistas), ex-prefeito de Borba, no Amazonas, que já protagonizou
uma luta de MMA contra outro político local, foi preso após ameaçar uma
vereadora do município. Entretanto, nem toda confusão acaba virando causo: em
Rio Branco, Mato Grosso, o presidente da câmara de vereadores, Jeosafá Moraes
de Castro (PSDB), recebeu à bala policiais que cumpriam mandado judicial contra
ele e acabou morto. Clima muito pesado também em Juazeiro do Norte, Ceará, onde
a presidente da câmara, vereadora Yanny Brena (PL), foi encontrada sem vida,
junto ao corpo de seu namorado.
Mas enquanto o
povo faz a polícia suar a farda pelo país, em Brasília, o Senado voltou do
recesso de carnaval provando que “já está em 2050”: no debate sobre empresas optarem
pela semana útil de quatro dias, os senadores aprovaram a semana útil de... 3
dias! Além disso, foi instituído que na última semana do mês os nobres parlamentares
estarão de “home-office”. A justificativa é que parte do trabalho pode ser
feito à distância, mas mesmo em tempos de redes sociais, onde até transações bancárias
são feitas de forma digital, afirmam que o contato com os eleitores e
correligionários precisa ser presencial.
Analisando com boa vontade, tem lá o seu sentido: em um país onde há trabalho análogo à escravidão, como o caso do Rio Grande do Sul, por que os senadores não podem ser analógicos?
Partido realista?
Na
pré-Libertadores da América, enquanto o Atlético Mineiro ganhou fácil do
Carabobo, time da Venezuela, quem fez “papel de bobo” foram os bombeiros do Rio
de Janeiro, que se confundiram e soltaram na floresta da Tijuca uma cobra da
espécie Phyton Ball, nativa da África e Ásia. Acharam que era uma jiboia e
agora estão atrás da cobra, que não tem predadores no Brasil e não poderia ser
solta na mata. Enfim, idas e vindas que também se verificam na política deste país
calorento e colorido.
O NOVO, por
exemplo, surgiu em 2011 com a proposta de não usar dinheiro público. Surfando a
onda do ódio à “velha política”, João Amoedo conseguiu 2,5% dos votos para
presidente em 2018, sendo que o partido elegeu um governador, oito deputados e
conquistou a simpatia de muita gente. Porém, tudo o que é muito rígido também
limita, como ficou comprovado em 2022: Amoedo acabou expulso da sigla, que reelegeu
Romeu Zema para o governo de Minas Gerais, mas ficou só com três deputados na
Câmara Federal. Lutando pela sobrevivência, agora o NOVO mudou seu estatuto para
poder usar o Fundo Eleitoral. Há quem brinque e diga que o próximo passo é
mudar o nome para VELHO, porém é a realidade que sempre se impõe: antes VELHO
ou COMUM do que EXTINTO, não é? Finalmente “caiu a ficha” de que o Brasil é
grande demais para fazer campanhas apenas com dinheiro privado e que, rejeitando
o Fundo Partidário, o partido se prejudica duas vezes: primeiro, por não usar,
e depois, por ficar em desvantagem em relação a todos os demais que usam.
É que nem o caso
da dona de lanchonete de esfirras, de Ceará-Mirim, Rio Grande do Norte, que
viralizou ao postar vídeo dizendo que não gosta de pobre. Pois é, então ela só
vende salgado para rico? Pode até demorar, mas para todo mundo, uma hora “a
ficha cai”.
Imagens
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